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Piedade dos Gerais

Piedade dos Gerais (3)

Piedade dos Gerais, localiza-se na mesorregião metropolitana de Belo Horizonte. Limita-se ao norte com Bonfim, a leste com Belo Vale, a sudeste com Jeceaba, ao sul com Desterro de Entre-Rios, a sudeste com Piracema e Crucilândia.

Quinta, 17 Janeiro 2013 09:39

Piedade dos Gerais Atualmente

Sabe-se que até o ano de 1840 a região de Piedade dos Gerais pertencia à Paróquia de Bonfim, e que em 7 de setembro de 1923 o distrito de Nossa Senhora da Piedade passou a ser denominado de Piedade dos Gerais.

Segundo o senso 2000 a população é composta de 4.271 habitantes. 31,38% da população reside na área urbana e 68,62% na área rural. O número de pessoas migrantes, da mesma federação, com 4 ou mais anos de idade é de 88,28% da população.

Piedade dos Gerais, localiza-se na mesorregião metropolitana de Belo Horizonte. Limita-se ao norte com Bonfim, a leste com Belo Vale, a sudeste com Jeceaba, ao sul com Desterro de Entre-Rios, a sudeste com Piracema e Crucilândia.

Partindo da capital, pode-se chegar a Piedade dos Gerais pela BR-040 passando por Moeda, com uma distância de 95 Km, sendo 32 Km de estrada de terra. Passando por Belo Vale, 120 Km, sendo 42 Km de estrada de terra. Passando por Brumadinho, 110 Km, sendo 54 Km de estrada de terra. Pela BR-381 (Fernão Dias), o caminho mais viável, passando por Rio Manso e Bonfim, 98 Km, sendo 17 Km de estrada de terra. Ou ainda pela BR-381, passando por Crucilândia, 20 KM de estrada de terra, e Piracema, 32 KM de estrada de terra.

A mancha urbana é alongada em decorrência do espaço urbano estar localizado no topo desse divisor, onde as declividades se apresentam muito acentuadas, restringindo assim, sua expansão horizontal.

O clima é do tipo tropical de altitude, com estiagem no inverno. A temperatura média do município fica em torno de 20º C. No verão pode ultrapassar os 30º C, e no inverno as noites podem ser bastante frias, com temperaturas próximas de 0º C, e às vezes geadas. No mesmo dia a temperatura pode oscilar em até 15º C.

A principal atividade econômica do município é a agropecuária, com maior destaque para a pecuária leiteira. Os principais produtos agrícolas são: cará, batata doce, cana-de-açúcar, milho, mandioca e outros.

Comércio, serviços e infra-estrutura básicos são satisfatórios para o município. Os produtos e serviços que não são encontrados na cidade são adquiridos pelos moradores nos municípios vizinhos ou na capital, Belo Horizonte.

Na área urbana, o abastecimento de água é feito da captação de três poços artesianos. A água é armazenada e tratada em reservatório, e posteriormente bombeada às residências.

Há apenas um posto bancário na cidade, um centro de saúde conveniado com o SUS, e dois dentistas. Para transporte dos pacientes, a prefeitura conta com duas ambulâncias.

As linhas de ônibus intermunicipais são limitadas. A empresa SARITUR realiza viagens diárias no sentido de Piedade dos Gerais para Belo Horizonte, às 7:45 horas e às 13:00 horas; e no sentido de Belo Horizonte para Piedade dos Gerais, às 7:00 horas e às 15:00 horas.

Quinta, 17 Janeiro 2013 09:36

O Tempo Passado e Recontado

Contam os anciãos da cidade que há muitos e muitos anos atrás a região era habitada por índios, que deixaram indícios como machadinhas, panelas de barro e outros - alguns ainda hoje conservados – que ficaram como provas e sinais de tal fato.

Depois, com a colonização da Terra de Santa Cruz e a exploração do trabalho negreiro, a região veio a ser habitada pelos escravos fugitivos dos senhores e seus capatazes.

A região muito favorecia para esconderijo de escravos, por ser uma região montanhosa, cheia de grotas e vales. Ao notarem a aproximação de estranhos se escondiam no seio da natureza que os acolhia em seus encantos, que só eles conheciam.

Assim este lugar ficou conhecido como Quilombo dos Gerais.

O Quilombo dos Gerais era um ponto de encontro e acolhida a todos os escravos que aqui chegavam.

Com a Lei Áurea assinada pela princesa Isabel, veio a libertação dos escravos, que não precisavam mais de refúgios ou quilombos. Mesmo assim continuavam chegando escravos de todos os lugares, que aqui encontravam abrigo, amparo e piedade da parte dos primeiros moradores. A partir daí mudou-se o nome de Quilombo dos Gerais para Piedade dos Campos Gerais.

Do primitivo povoado, ainda existem muros de pedras e valas, construídos pelos escravos para se defenderem dos ataques que sofriam e para separar uma propriedade da outra.

As primeiras capelas foram construídas pelos escravos em homenagem a Nossa Senhora. A capela Nossa Senhora da Piedade e a capelinha Nossa Senhora do Rosário, ambas foram demolidas por estarem em condições precárias.

A capela Nossa Senhora da Piedade foi erigida novamente sob permissão do Bispo D. Frei Manoel da Cruz em 1754.

Um novo santuário começou a ser construído em homenagem à Sagrada Família pelo então pároco Pe. José de Queiroz. Ele dizia que recebera uma profecia: ”Piedade é um lugar que precisa de uma Igreja grande, pois vai acolher muitas romarias.”

Ele foi incompreendido por seus paroquianos, que julgavam a capela suficiente para acomodá-los e pouca assistência deram na construção do santuário, que por muito tempo ficou inacabado, tornando-se abrigo para alguns animais.

Até a chegada do novo pároco Frei Joaquim Vam Kesterem, em 24 de julho de 1967,  as celebrações das Santas Missas, casamentos e batizados eram feitas no salão paroquial, pois da capela sobraram apenas algumas paredes de pedras.

Depois de uma pequena reforma na casa paroquial, novamente deu-se a reconstrução da capela Nossa Senhora da Piedade.

Frei Joaquim dizia que Nossa Senhora da Piedade havia lhe aparecido em sonhos pedindo-lhe que fizesse esta reconstrução, passando assim a antiga capela a ser a matriz de Nossa Senhora da Piedade.

Algum tempo depois, com muito amor e sacrifício, Frei Joaquim deu continuidade à construção do Santuário Sagrada Família, e antes da obra chegar ao fim a Virgem Maria começou a manifestar-se na fazenda Barro Vermelho, trazendo consigo as bênçãos celestiais e inúmeras romarias para concretizar a profecia do Pe. José de Queiroz.

Da capela Nossa Senhora do Rosário sobrou o cruzeiro e algumas paredes em ruínas.

Restos de histórias, começo de um novo tempo.

Não se sabe ao certo o ano de fundação do arraial de Nossa Senhora da Piedade dos Gerais. Porém, foram encontrados dois documentos no arquivo da Arquidiocese de Mariana que, ao abordarem a fundação de sua Capela, deixaram indícios de suas origens.

Eis o teor da provisão: (Tal qual como foi extraído do documento que data de 16 de março de 1754)

“ ... D. Frei Manoel da Cruz // Bispo // Fasemos saber q. atendendo vos ao q. por sua petição (...) a dizer q. moradores e applicados da Cappela de Nossa Senhora dos Campos Geraes filial da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Congonhas do Campo Havemos por bem ... conceder licença, pela presente nossa Provisão para q. possás erigir huma nova Cappela de Nossa Senhora da Piedade no mesmo lugar onde existia outra da mesma Senhora, que (...) demolida, ficando somente a Cappela Mór para nella selebrarem os Officios Divinos, enquanto se conclui a nova Cappela ... ”

O documento atesta que a fundação da Capela de Nossa Senhora da Piedade ocorreu em 1754. O surpreendente é registrar a existência de um templo anterior, do qual ainda permanecia intacta a Capela-mor daquela época. Este registro deixa indícios de que o povoado poderia ser originário de finais do século XVII ou XVIII, embora não tenha sido encontrado nenhum outro documento que comprovasse a hipótese levantada.

Em 1836, a população de Piedade apresentava um maior contingente de livres e escravos, superando inclusive à Vila de Queluz.

Em 03 de abril de 1840, o povoado de Piedade dos Gerais foi elevado à condição de freguesia ao ser desmembrado de Bonfim pelo então presidente da Província, Bernardo Jacintho da Veiga.

No primeiro recenseamento realizado no regime republicano, em fins de 1890, o distrito de Piedade dos Gerais apresentava uma população de 8.381 habitantes, sendo que 4.151 eram do sexo masculino e 4.230 do feminino.

Possuía escola pública e agência de correio, recebendo correspondência a cada intervalo de dois dias.

Em 11 de maio de 1909, uma correspondência entre o vigário de Piedade, Pe. Pedro Thysen, e o arcebispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta, tratava da construção e benção do cemitério no povoado.

Em 25 de julho de 1923 ocorreu a simplificação oficial do então distrito de Nossa Senhora da Piedade dos Gerais para apenas Piedade dos Gerais.

O primeiro automóvel apareceu em Piedade dos Gerais pelos anos de 1929 ou 1930, era um Ford de bigode. O automóvel demorou dois dias para rodar 36 Km. A sua chegada foi uma grande festa, com salva de tiros e fogos marcando assim o começo da modernidade.

Em 1940, o resultado apresentado pelo IBGE apontava o distrito de Piedade como o mais populoso: 491 habitantes na área urbana e suburbana, 4849 na zona rural, num total de 5340.

No dia 30 de dezembro de 1962, o antigo distrito foi elevado à condição de município.

O relato dos moradores mais antigos dos principais povoados demonstra que a vida piedadense sempre foi simples, centrada no trabalho agrícola.

A vida social e cultural não era intensa, restringindo-se às festas religiosas e eventuais bailes organizados pela comunidade local.

Segundo o Mapa da População de Piedade dos Gerais em 1999, a sede de Piedade dos Gerais contava com 800 casas e 2.400 habitantes, totalizando com as comunidades rurais 1236 casas e 4.303 habitantes.

Que o diálogo entre as gerações piedadenses que constroem cotidianamente esta trajetória contribua para a preservação de sua memória.

Extraído do Dossiê Histórico de Piedade dos Gerais – Janeiro de 2000

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