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Fazenda Barro Vermelho

Fazenda Barro Vermelho (5)

Conheça as histórias da Fazenda Barro Vermelho, lugar onde Deus escolheu a ser o Vale da Imaculada Conceição  :

Domingo, 24 Janeiro 2010 13:22

O Inimigo de Deus se Avizinha

A família do Sr. Antônio sempre foi muito fervorosa na fé, e todos praticavam a religião. Nas missas dominicais participavam todos juntos.

Sr. Antônio era o único ministro da Eucaristia da Paróquia e auxiliava ao Frei Joaquim – Pároco na época - nas missas e celebrações, e participava de todos os movimentos da Igreja. Os filhos freqüentavam à catequese e se preparavam para a primeira comunhão.

Naquela semana, na Fazenda do Barro Vermelho, tudo estava tranqüilo, era uma terça-feira. O Sr. Euclides descansava da colheita que fizeram. As crianças brincavam à sombra das árvores, exceto o filho mais velho, o Geraldo, que, como de costume, trabalhava com seu pai, Sr. Antônio.  Irenize, a filha mais velha, estudava e trabalhava na cidadezinha de Bonfim, com uma tia. A zelosa mãe, Maria José (D. Tilica), lavava as roupas da casa e se divertia com as brincadeiras das crianças. De vez em quando parava, para amamentar seu filhinho caçula, Antônio Augusto. Em tudo, notava-se a presença de Deus naquela humilde família, escolhida pelo Céu.

Nos fundos da fazenda, encontrava-se o Rio Macaúbas. Por lá, Sr. Antônio e Geraldo cortavam capim para alimentar o gado. E conversavam: “É, meu filho, pelo que tem acontecido comigo nestes últimos tempos, e porque eu sou um homem que acredita que Deus existe, e que quer que trabalhemos para o Reino de Jesus Cristo, daqui pra frente, vou dedicar mais tempo para Deus, para as coisas de Deus!”

Mal terminara de falar, apareceu um moço moreno, de calção vermelho, muito apressado e escondendo seu rosto. Imediatamente escutaram um ruído mato adentro, e ele atravessou o barranco que era seguido pelo brejo e pela água, lugar inacessível e perigoso.

Sr. Antônio pensou ser um marginal, por causa de suas características diferentes e tamanha pressa.

Geraldo disse: “Devem ser pescadores; escuta a barulhada que está vindo do rio.” Ouviram um grande barulho como se uma multidão se precipitasse.

Sem nada entenderem, guardaram mais este inexplicável acontecimento. Falavam das coisas de Deus e professavam sua fé, quando isso aconteceu.

Nossa Senhora mais tarde, em uma de suas aparições disse: “ No lugar que está preparado para acontecerem as coisas de Deus, o demônio vem primeiro. Mas com a ajuda de Deus, ele foi expulso da terra.”

Esclareceu que Sr. Antônio e Geraldo tiveram uma leve visão de satanás, pois ele mesmo, como é, ninguém agüenta ver. Jesus, o Filho de Deus, teve pavor quando o viu.

No rio, estava toda a tropa e exército de satanás. Quando Sr. Antônio professou sua fé, venceu o mal que queria impedir que Deus realizasse seu plano naquele lugar.

Assim, muitos outros foram os acontecimentos que precederam as aparições de Nossa Senhora na fazenda Barro Vermelho, a 2km de Piedade dos Gerais.

Deus é e sempre será o Senhor de todas as coisas!

Domingo, 24 Janeiro 2010 13:18

O Cavaleiro do Cavalo Branco

A Fazenda do Barro Vermelho ainda escondia seus encantos e valor. A família vivia, dia, após dia, os desígnios de Deus sem saber e nem imaginar na grandiosidade do seu plano de Amor.

 Sr. Euclides, já com uma idade avançada, trabalhava bem menos, mas vigiava vivamente seus pertences e território, pois era tudo que possuía para deixar aos dedicados filhos que muito amava.

 Na lida diária, Maria José (D. Tilica), cuidava da casa e dos filhos na simplicidade e no amor.

 Sr. Antônio e Geraldo, seu filho mais velho, faziam ração para alimentar o gado, no rancho que ficava próximo à antiga casa que morara com sua família, antes de ir morar na outra casa, com seu pai.

 Num determinado instante, Sr. Antônio avistou um homem, bem no alto do monte. Geraldo completou, dizendo que tinha também lá um cavalo. E os dois constataram o homem: ele trazia consigo um instrumento que parecia um grande arco e flecha. Com este, atirava raios como se fossem relâmpagos, que caíam na terra e rapidamente desapareciam.

 Sr. Antônio, tomando a palavra, disse: “E eu estou achando que tem algum tesouro escondido em algum lugar por aqui, com muitos diamantes! Outro dia eu vi naquele mesmo lugar, duas flores brilhantes. Agora este homem deve estar fazendo algum teste, medindo, ou procurando alguma coisa muito valiosa.”

 O cavaleiro andava de um lado para outro. Depois, montando em seu magnifico cavalo branco, começou a subir o morro, fazendo curvas e emitindo um certo brilho que chamava muito a atenção.  E a grandes galopes, como se não existisse nenhum obstáculo no lugar. E desapareceu!

 Sr. Antônio procurou informações na cidade sobre aquele cavaleiro, mas ninguém soube informar. Ninguém tinha visto nenhuma pessoa diferente na cidade, muito menos montada num cavalo branco, com arco, medindo terras.

 E os dias foram passando. E chegando o tempo de Nossa Senhora, ela, com um carinho muito especial, deu a devida explicação daquela bela visão.

 Assim, em uma de suas aparições, Nossa Senhora explicou: “Aquele cavaleiro montado no cavalo branco era o mesmo Anjo que anunciou a ela que ela seria a Mãe do Filho de Deus. Ele veio anunciar que aqui seria o lugar dos acontecimentos.” Ou seja, era o Anjo Gabriel que veio a mandado de Deus, com   raios e relâmpagos, preparar as terras onde o Céu enviaria a Grande Mãe de Deus, Maria Santíssima.

 

Domingo, 24 Janeiro 2010 13:06

As Flores da Nova Estrada

223882 435043339875719 1198550922 nQuando ainda não conhecíamos Piedade dos Gerais, e nem muito menos o Vale da Imaculada Conceição, pelos moradores da região era chamado de Fazenda do Barro Vermelho.

Uma fazenda simples, onde morava o Sr. Euclides Xavier de Santana, seu filho Antônio Xavier de Santana, sua nora Maria José Diniz de Santana (D. Tilica) e seus 7 netos, filhos do casal.

Sr. Euclides era viúvo de Maria das Dores de Santana, mais conhecida como Dona Cola. Euclides era enérgico, possesivo e autoritário, causando um certo medo aos freqüentadores da fazenda, que iam para buscar lenha em sua propriedade. Como bom pai, queria proteger a herança para os filhos e netos.

Os homens trabalhavam como lavradores e pequenos criadores de gado. A esposa e filhas nas tarefas da casa, nos cuidados da horta, na criação de galinhas... Todos colaboravam. Com sacrifício e muito amor abraçavam honestamente a vida humilde que Deus lhes concedia.

Certo dia, Sr. Antônio trabalhava intensamente como de costume. Já era por volta de meio-dia, e muito tinha ainda a ser feito. Ao ordenhar o gado parou um determinado momento a contemplar as belezas do Criador. Neste momento, ele viu duas belas flores, que chamaram sua atenção pela sua extraordinária beleza e brilho. Pareciam com a flor copo de leite, eram brancas, alvas e graciosas; eram envolvidas por uma luz ofuscante que incomodava a visão. Sem entender a vitalidade das flores em pleno dia ensolarado, na escassez de chuvas, e tão radiantes, e que ele não as tivesse notado antes, pensou: “Hoje eu não posso. Mas, amanhã bem cedinho, quando eu for levar o leite, vou até lá ver de perto estas flores.” E seguiu seu caminho ordenhando o gado, e os pensamentos nas tais flores no ponto mais alto da fazenda, onde era de difícil acesso e cercado de matas.

No outro dia, bem cedo como previsto, subiu ao monte para ver de perto as flores cintilantes que chamaram a sua atenção no dia anterior. Cuidadosamente, procurou por todos os lados, olhou em todas as direções, mas sem resultado. As flores não existiam mais! Por mais que procurasse algum sinal ou vestígio das flores, não existia nem a possibilidade de alguma planta florir naquela época, especialmente naquele lugar.

Mas a lembrança daquelas flores ainda é bem nítida em sua mente e em seu coração, pois algum tempo depois, após a manifestação de Nossa Senhora na fazenda, naquele mesmo lugar foi ampliado o estreito caminho, abrindo a nova estrada para acesso dos peregrinos à Fazenda do Barro Vermelho, que passou a ser, pouco tempo depois, o Vale da Imaculada Conceição.

Sábado, 09 Janeiro 2010 12:58

A História do Caneco

Deus quis provar se a família escolhida para receber a Rainha do Céu estava apta para a grandiosa graça, e enviou uma visita inesperada...

Estando o Sr. Antônio e o seu filho Geraldo a capinar a fazenda, avistaram uma mulher, sentada perto da fonte de água. Aproximaram-se dela até uma certa distância, e começaram a conversar...

Ela disse que vinha da Bahia e que estava fazendo uma caminhada a pé, para a Cidade de Aparecida, ao Norte de São Paulo. E que não seguiria viagem, sem conhecer Piedade dos Gerais. Relatou ser mãe de dois filhos, um grande e outro pequeno.

Ao ser repreendida por não conseguir chegar ao seu destino, devido à longa distância, ela deu a seguinte resposta: “Vou meu filho, porque confio em Deus, e com Deus a gente vai longe! Eu ando devagar, mas não me canso. Nossa Senhora Aparecida é muito milagrosa, e eu quero alcançar a graça de curar a minha vista. Meu filho, a coisa mais triste é a gente não enxergar a luz do dia.”

Segundo ela, seu Marido, o Mírio, estava limpando um lote na casa do Padre. Seu modo de falar era muito diferente, assim como as palavras: pareciam ter outro sentido.

Ela procurava por água corrente, para lavar suas vasilhas, disse ela: “A pobreza Deus ama, mas a sujeira Deus detesta.”

Ela encontrou a água como queria, mas segundo ela, mais importante do que lavar as suas vasilhas era aquele acontecimento, aquele encontro, e aquela acolhida da família.

A seguir, ela caminhou em direção à fonte, e tomou daquela água. Seu caminhar era sereno e delicado. Não se podia notar o mover de seus passos.

Ela pediu ao Sr. Antônio uma vasilha, para que pudesse levar e continuar tomando daquela água. Então o Sr. Antônio trouxe água, biscoitos e um caneco com café e leite.

Ela agradeceu: “Como você é caridoso e sabe partilhar o que tem!”

Enquanto tomava o café com leite, ela fez algumas revelações a respeito da descendência do Sr. Antônio e da sua família.

Ao se despedir, agradeceu a todos, pegando na mão de cada um, e disse: “Eu agradeço muito este tempo que vocês estiveram aqui comigo, foi de uma importância muito grande, fui muito bem recebida! Eu não vou me esquecer de vocês, e quero que vocês não se esqueçam de mim.”

Pensando o Sr. Antônio em se tratar de uma leprosa, resolveu inutilizar o caneco. E na cidade confirmou com várias pessoas a passagem da desconhecida. Todos confirmaram ser ela uma índia leprosa. Mas as suas vestes eram diferentes em cada lugar por onde havia passado. Porém, com a mesma serenidade, por eles nunca vista. Ela pegou na mão de algumas pessoas e disse a elas que estavam abençoadas.

Na casa paroquial, também foi confirmada a passagem da andarilha. Só que lá ela não tinha nenhuma bagagem, por isso ganhou um par de chinelas.

E o nome que foi dado pelas crianças à andarilha:  é “MÍRIA”, a mulher do Mírio!

Algum tempo depois, Deus enviou Nossa Senhora a essa mesma família: humilde, simples e acolhedora. Família capaz de acolher sem distinção a todos os que procuram, como a Míria, “água corrente.”

Em uma aparição, Sr. Antônio pediu à vidente, que perguntasse à Nossa Senhora pela pobre Míria. Nossa Senhora deu a seguinte resposta: “Aquela pobre que esteve aqui, esteve a mandado de Deus. Se ela não tivesse sido acolhida, aqui ela ia morrer. Mas como o pai destas crianças foi acolhedor, ela pôde sobreviver e seguir a caminhada até Crucilândia, onde morreu. Então o anjo Gabriel disse para Deus: “Na entrada de  Crucilândia tem uma pobre morta”. Deus disse: “Traga-a para o Céu.” Hoje ela está no Céu, e é a Santa Rosa Míria. Dê um recado a seu pai: Aquele caneco, onde aquela pobre tomou café com leite e ele não usa, diz a ele que pode usar porque não faz mal nenhum.”

Uma parábola acompanha suas explicações, porém não estão contidas neste pequeno resumo. Abra seu coração que o bom Deus lhe mostrará.

O caneco ainda hoje existe, embora um pouco amassado, gasto pelo tempo e pelas pessoas que pedem para tomar água no mesmo caneco que a pobre Míria tomou.

 

Sábado, 09 Janeiro 2010 12:56

A Escolha Divina

Desde toda a eternidade, Deus quer a salvação da humanidade. Esta deve se voltar completamente para Ele, através de uma verdadeira conversão e da vivência do Santo Evangelho.

Para que isso aconteça, será necessária uma restauração nos corações dos homens, para a segunda e definitiva vinda de Jesus Cristo ao mundo.

Então Deus olhou em todos os cantos da terra, sondou cada coração e escolheu um lugar, uma nação, uma cidadezinha e uma família para colaborar na preparação da humanidade para este acontecimento.

O lugar deveria ser simples, humilde e rico de amor. As pessoas deveriam estar aptas para acolher cada semelhante como o próprio Cristo e, acima de tudo, serem muito tementes a Deus.

Assim, uma região montanhosa das Minas Gerais foi escolhida para dar lugar a tal privilégio: Piedade dos Gerais, uma cidade com aproximadamente 1.200 habitantes, afastada das agitações das grandes metrópoles e escondida entre os encantos da natureza.

A 2 Km da cidade, na Fazenda Barro Vermelho, vivia o casal Antônio Xavier de Santana e Maria José Diniz de Santana, ao qual Deus concedeu sete filhos. São eles: Irene, Geraldo, Irenize, Marilda, Euclides, Juliana e Antônio Augusto.

A família predestinada vivia humildemente nos afazeres cotidianos. E com muito sacrifício lavrava  a terra, pastoreava o gado e cuidava do avô viúvo Sr. Euclides (atualmente falecido, pai do Sr. Antônio). A Santa Missa dominical sempre foi Sagrada. O catecismo, a oração e os encontros promovidos pela paróquia, cada vez mais proporcionavam à família o crescimento e a instrução na fé, a fortaleza e uma maior união. Desta forma, tinham o pão espiritual tão necessário aos filhos de Deus.

Assim, o Senhor Deus em sua infinita graça e sabedoria escolheu o Brasil, o estado de Minas Gerais, a pequena cidade de Piedade dos Gerais e a humilde família Xavier de Santana para manifestar ao mundo a sua misericórdia.

Segundo a Santíssima Virgem Maria, Deus escolheu o Brasil por ser uma nação perseguida pelas nações ricas. O Brasil será o primeiro país a se transformar. Do Brasil jorrará a Misericórdia para o mundo inteiro.

O motivo da escolha da família Santana, Ela disse: “É um designo de Deus desde toda eternidade!”

 

 

 

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